Zé Luiz e Marcelo Barreto dizem que mudou na Copa do Mundo depois do streaming
As exigências por transparênciaÉ o que se pode ver através, que é evidente ou que se deixa transparecer. É a virtude que impede a ocultação de alguma vantagem pessoal., integridadeConjunto de escolhas que estejam em sintonia com as crenças pessoais e os valores da empresa, prezando pela ética nas tomadas de decisões. e conformidade legal transformaram definitivamente a gestão esportiva nos últimos anos. Clubes, federações, ligas e entidades internacionais passaram a conviver com uma pressão crescente de patrocinadores, investidores e órgãos reguladores para adotar padrões mais rígidos de governança. E é em cima dessa linha que o complianceSubstantivo advindo do verbo to comply (agir de acordo, cumprir, obedecer). Estado de estar de acordo com as diretrizes ou especificações estabelecidas pela lei ou regras, políticas e procedimentos de... entra para mudar essa história.
Essa importante transformação foi alvo de debate na tarde desta sexta-feira, 15, no São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de tecnologia e inovação realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
Para Andrei Kampf, jornalista que trabalha no esporte há 25 anos e é criador do portal “Lei em Campo”, essa batalha por mudanças está no início. No entanto, ele vê com otimismo a nova realidade que se apresenta.
“Estamos debatendo compliance no futebol em um evento como este. Em 2018, quando comecei a trabalhar com conformidade, o esporte precisava dessa transformação de gestão. É uma cultura que está mudando aos poucos. É uma questão moralUm conjunto de valores, normas e noções sobre o que é certo ou errado.. Você faz o certo porque é o certo e pode ser a chance de ganhar investidores, porque as pessoas vão ver como você usa seu dinheiro.”
Fernando Monfardini, compliance officerProfissional responsável pelo gerenciamento do programa de compliance , ou de integridade . Este profissional supervisiona e gerencia situações de compliance dentro de uma organização , garantindo , por exemplo... do Atlético-MG e autor do livro Compliance no futebol, trabalha em prol dessa transformação. Mudar uma prática de tanto tempo, em sua opinião, é o grande desafio. “O conflito de interessesÉ um conjunto de condições nas quais o julgamento de um profissional a respeito de um interesse primário tende a ser influenciado indevidamente por um interesse secundário. é um dos grandes resumos da estrutura do futebol brasileiro e isso foi naturalizado”, declara.
“Dizem que sempre foi assim. Mas está legal? Temos de mudar. E, quando você começa a mudar, vêm os habilidosos e nascem as fraudes. Esse perfil está ainda muito forte no futebol. Quando o cara vê que pode ir preso, aí ele vai mudando”, completa Monfardini.
Também presente ao debate, Carlos Amodeo, presidente da SAF do Vasco desde 2024, e com mais de dez anos em gestão de clubes de futebol, sinalizou que o caminho da mudança não acontece de uma hora para outra.
“Nós precisamos, sim, seguir em frente”, afirma Amodeo. “Temos de ser os alicerces da boa governança e do compliance. É uma jornada que temos de seguir.”
SPIW leva programação gratuita a CEUs das periferias de São Paulo
Heliópolis, Cidade Ademar, São Mateus e Freguesia do Ó terão Marcelo Gleiser, Maria Homem, Ivair Gontijo e experiências imersivas.
São Paulo Innovation Week
O São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, encerra sua programação no Pacaembu e na Faap nesta sexta-feira, 15, e segue para quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) ao longo do fim de semana. São eles: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar).
Não é necessário fazer inscrição; o acesso será por ordem de chegada, sujeito à lotação dos espaços. A programação gratuita reúne nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo em debates e experiências imersivas.