Publicado na CompliancePME em 30 de novembro de 2022

Isso acontece porque a relação entre empresas com seus stakeholders (uma rede de pessoas e grupos ligados à empresa, tanto interna quanto externa) – sejam eles clientes, fornecedores, agentes, alianças, prestadores de serviços, sociedade civil, parceiros, funcionários, imprensa, etc. – tem se tornado, cada vez mais, essencial para os negócios. Principalmente no que diz respeito ao diferencial competitivo.

Esses relacionamentos são cruciais para manter a vida útil da empresa, mas, é preciso ter cautela e se prevenir, pois todo benefício também vem acompanhado de riscos. Por isso, o monitoramento de terceiros é a ferramenta ideal para ajudar as companhias na identificação dos riscos e ameaças que podem prejudicar os negócios.

Geralmente, essa fiscalização de terceiros acontece dentro da estrutura de compliance, onde é feita a coleta, a organização e o tratamento dos dados para detectar os possíveis riscos como fraudes, perda financeira, dano à imagem reputacional, conflitos de interesse, o não cumprimento legal e regulatório, entre outros.

Esse monitoramento dos dados das ações e dos comportamentos dos stakeholders precisam ser constantes e estar alinhados aos objetivos e metas do negócio, para evitar falhas e, talvez, identificar oportunidades.

Mas essa tarefa não é fácil, já que estamos vivendo uma era onde a quantidade de dados gerada é enorme e há informações por todos os lados. Então, saiba como usá-la a seu favor.

Mapeamento de riscos: a primeira ação a ser feita é entender quais dados são importantes e mapeá-los. Além de evitar gastos desnecessários de tempo e de dinheiro analisando dados que não são pertinentes aos objetivos da empresa, a padronização e a análise correta ajuda a instituição a ser mais ágil e eficiente. Lembrando que o objetivo é identificar vulnerabilidades que podem afetar as operações do seu negócio.

Apetite e capacidade de risco: qual o nível tolerância ao risco que a empresa tem? Nesta etapa, é preciso entender qual tipo de risco a empresa pode lidar e o seu nível de impacto. Ao identificá-lo, acompanhe as notícias, imagine cenários hipotéticos, analise probabilidades e isso pode fazer a diferença em seu monitoramento.

Coleta e análise das informações/dados: como já mencionado, hoje temos informações espalhadas em todos os lados e em diversas fontes e canais. O problema disso é que cada uma segue o seu padrão próprio, por isso, o desafio nesta etapa é o tratamento desses dados, que devem acontecer, inclusive, em tempo real – para o caso de ser alterado. Para unir tudo em um único lugar e gerar padronização, existem algumas tecnologias como Big Data e Inteligência Artificial, que ajudam a automatizar o processo inicial de coleta, limpeza, organização, disposição das informações e ainda incluir alarmes para a detecção dos riscos.

A monitoria de terceiros pode parecer complicada ao princípio, mas, quando integrada às ações cotidianas da empresa, ajudarão a evitar prejuízos que poderiam ser previstos.

 

Publicada originalmente no site infocredi360.com.br